O que são Cotas?
O que são Cotas?
Nada mais do que uma reserva de vagas a serem destinadas para um publico determinado em universidades, concursos e até mesmo cargos públicos.
Fazem parte das chamadas ações afirmativas que são ações do Estado, medidas especiais e temporárias, para eliminar a desigualdade causada pelo passado histórico. O tal “reparo histórico” que você já deve ter ouvido falar.
Não é de hoje que existe uma discussão em pauta sobre o assunto. Desde 2000 as universidades adotaram esse sistema. E tem gerado controvérsia. Mas por que surgiram as cotas?
Não podemos falar sobre cotas sem citar a complexidade que é o tema, ou menos ainda sem falar de isonomia.
ISONOMIA Formal - que faz parte da nossa constituição trata da igualdade perante a lei, onde todos os cidadãos são iguais.
ISONOMIA Material - baseada na igualdade, “em que todos os seres humanos recebem um tratamento igual ou desigual, de acordo com a situação. Quando as situações são iguais, deve ser dado um tratamento igual, mas quando as situações são diferentes é importante que haja um tratamento diferenciado”.
Tendo a isonomia material como base, as cotas raciais passam a fazer muito mais sentido é claro. Todos devem ter os mesmos direitos... Fato, mas quando alguns possuem (ou deixam de possuir) oportunidades diferentes, devem ser tratados de forma diferente.
O caso do escândalo do aluno Ari em 1999 ressalta ainda mais a necessidade das cotas. Ari Lima foi o primeiro aluno negro em 20 anos a entrar na UNB, onde iniciou com notas máximas, e logo depois foi reprovado na matéria obrigatória, a mesma em que em 20 anos nenhum outro aluno havia sido reprovado. Mas a maior questão é que o professor não conseguia justificar o porquê da reprova, dizendo inclusive que se ele tentasse refazer iria reprová-lo novamente.
Nessa época ainda nem mesmo havia um debate sobre alunos negros na universidade, pois não era algo comum. Daí a necessidade de cotas foi finalmente reconhecida.
As discussões em torno disso são muitas, tanto de quem é a favor ou contra. Os argumentos mais constantes são questionando a capacidade do indivíduo, de passar no exame vestibular. Porém, devemos ter clareza de que as “cotas não se tratam de capacidade, e sim de oportunidade”.
Desde a criação das cotas raciais, as pessoas questionam sobre esse “privilégio” do negro, de entrar com uma nota de corte menor, mas eles concorrem entre si, e estudam tanto quanto ou mais do que a maioria. A dúvida que surge é por que as pessoas brancas nunca se questionaram de seus tantos privilégios e agora questionam uma pequena vitória diante de tantas lutas.
Cotas raciais não se tratam apenas de vagas em universidades, se trata do racismo, da desigualdade social e cultural, de exclusão principalmente. Talvez as cotas raciais e não sociais, seja o melhor projeto que se tenha na área, não é perfeito, mas já é um grande começo. As cotas não abrange apenas os negros e indígenas, mas também se estende aos alunos independente de cor ou gênero que vieram de escolas públicas.
Os alunos que optam por cotas raciais, eles não concorrem com alunos brancos e de escolas particulares, eles tem a oportunidade de concorrer entre si, de igual para igual. Não está de maneira nenhuma roubando ou tirando a vaga de ninguém, ele também está conquistando a sua oportunidade de uma concorrência justa.
Deixo uma reflexão de Leandro Karnal: “alunos ricos no ensino privado médio e alunos ricos na escola pública no nosso curso superior, alunos pobres em escolas estaduais e públicas e depois alunos pobres nas escolas privadas no curso superior. Essa é uma inversão de valores profunda”.
Mais jovens negros, quilombolas, indígenas e alunos da rede pública do ensino regular precisam ingressar no ensino superior público, sendo oferecida uma concorrência justa no processo de vestibular, igualdade de oportunidade e dessa forma possam conquistar sua vaga.
Fonte de pesquisa: Wikipédia, documentário “Raça Humana” e KERDNA Produção Editorial LTDA.
Escolher uma profissão
Fala Meaus!
Dessa vez vamos falar sobre qual profissão escolher. Para alguns mais difícil do que o vestibular é a decisão de qual carreira escolher para a vida pós-escola. Sim! Para essas pessoas saber em que trabalhar é a terrível questão. Porém difícil não é só para quem não faz ideia do que quer ou gosta, para outros o problema é saber qual das tantas opções possíveis seguir, e aqui de novo, sim! Algumas pessoas não sabem o que fazer na vida adulta por que simplesmente não conseguem decidir entre tantas opções.
Vamos tentar te ajudar um pouco nisso. Segue lendo!
A cena é a seguinte: você está em ano de vestibular, possivelmente ás vésperas do vestibular, a data limite para se inscrever para a prova está chegando e você simplesmente não faz ideia alguma de qual carreira quer seguir? Calma! Você não é o único. Verdade! Isso é tão comum quanto chuchu com arroz. Brincadeiras a parte esse momento na vida pode ser super estressante como tranquilinho, de boa na lagoa. Independente do que estiver sentindo você terá de tomar a decisão que vai resolver esse dilema da sua vida atual.
Por que não conseguimos escolher uma profissão?
Bom, os motivos são dos mais variados, como ter muitas opções para escolher afinal existe mais de 280 carreiras possíveis atualmente; gostar de diferentes áreas; querer fazer mais de uma graduação e não ter tempo ou condições financeiras – aquele curso que você quer na universidade que você quer é em período integral, mas você não tem condições de se sustentar durante quatro ou cinco anos de curso, o que fazer então; seus pais querem que você siga determinada carreira diferente do que você gosta; a influencia dos amigos, da mídia são algumas das razões dessa decisão muitas vezes ser tão complicada.
Agora, o que você pode fazer para se decidir?
Especialistas dizem que o primeiro passo para essa decisão é o autoconhecimento, ou seja, “conhece-te a ti mesmo” porém esse tão falado, explicado e imposto autoconhecimento não é dos mais fáceis, convenhamos. Em resumo, faça uma lista do que você gosta de fazer como, por exemplo, ler, jogar xadrez, vídeo game, cozinhar, seja lá o que você goste pegue papel e caneta e faça uma listinha com essas coisas, mas faça agora mesmo para você não esquecer depois!
Nesse mesmo papel você pode fazer uma coluna ao lado com coisas que você sabe fazer, habilidades que você tenha como fazer origami, por exemplo, não sei, o céu é o limite. E ao lado dessa segunda coluna faça mais uma, a última, com suas qualidades, você é responsável, pontual, sincero? Seja verdadeiro consigo mesmo isso vai te ajudar a saber qual profissão tem mais a ver com você.
Mas tenha em mente que mesmo trabalhando no seu hobby favorito ele pode acabar maçante e o que era feito por prazer começa a ser feito por obrigação, portanto tenha cuidado em achar que seu passatempo predileto é o caminho por que nem sempre isso vai dar certo.
Com essa lista feita a dica que dou é você conhecer mais a respeito das mais variadas carreiras que existe por ai a fora então pesquise na internet ou revistas sobre o assunto o Guia do Estudante — Profissões apresenta esse conteúdo de forma simples e eficiente. Não sabe qual carreira começar a pesquisar? Tente aquelas onde suas habilidades e/ou gosto são os principais requisitos; se você está divido entre varias opções vale fazer uma lista em ordem decrescente de possibilidade e a partir daí comece a pesquisar uma por uma e marcar as que mais têm a ver com você.
O texto já está ficando longoooo né? Entretanto eu sei que mais algumas dicas podem te ajudar nessa hora de desespero. Sem preguiça, continue lendo!
• Teste vocacional: existem milhares de sites na internet para você fazer, o próprio Guia do Estudante em seu site (https://goo.gl/kJZYcm) disponibiliza um desses testes, mas não ache que o teste é o caminho que vai te dar a resposta que precisa de forma rápida e simples, ele é um auxilio não a solução.
• Orientador vocacional: essa pessoa pode te ajudar na hora da escolha além de que ela também pode ministrar um teste vocacional. Então uma boa conversa cara a cara com quem realmente entende do assunto pode vir a calhar. A USP- Universidade de São Paulo possibilita o atendimento com o orientador esse link (https://goo.gl/LSBsup) diz mais sobre como conseguir o atendimento gratuito.
• Conheça faculdades e universidades: você pode não saber qual carreira seguir e mesmo assim saber onde quer estudar então visite o campus da sua universidade/faculdade pretendida e converse com os estudantes, professores e afins que encontrar por lá. Sobre o que você pode pedir informações? Sobre o dia a dia do campus, os professores, grade curricular e se você já se decidiu sobre o curso converse com os estudantes da área e terá informações valiosas, se não se decidiu ainda converse sobre a profissão dessa pessoa, quem sabe você gosta. E não deixe de visitar também outras instituições.
• Profissões semelhantes: converse com quem é da área para poder notar as diferenças de cada uma, talvez essa seja a informação que você precisava para se decidir.
• Converse com parentes: uma boa fonte de informação que está ao seu lado são seus parentes, converse com eles sobre suas profissões e fale sobre o que pensa estudar.
• O que você espera do futuro: pensar em como quer estar no futuro pode te dizer muitas coisas a respeito de você e te dar pistas de qual caminho seguir.
Você gosta mais da área de humanas ou exatas? Gosta de crianças ou idosos? Curti ler, ensinar? Ter respostas para essas perguntas também vai te ajudar. O mais importante não tenha preconceito com nenhuma profissão, às vezes o que você acha não gostar é justamente o que você gosta.
Outra coisa importante: realmente goste do que faz, não queira fazer algo simplesmente por que ganha bem ou por status, faça algo que realmente queira e faça com amor.
Saber em que você vai gostar de trabalhar no futuro é quase como jogar na loteria você pode acertar como pode errar mas não deixe que isso seja mais uma dor de cabeça nesse momento. Se quando chegar lá não gostar do resultado nada lhe impede que você mude de caminho afinal é realmente uma decisão difícil de tomar e não tem como fugir disso, ou seja, pesquise bastante e tenha em mente que nada é definitivo, você pode mudar!
Fonte pesquisa: https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2018/05/23/saiba-como-escolher-um-curso-de-graduacao-que-tenha-realmente-ver-com-voce.html
Link USP: http://www5.usp.br/servicos/orientacao-vocacional-e-ocupacional/
Link guia estudante: https://guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/teste-vocacional-do-guia-do-estudante-descubra-seu-perfil/

